sexta-feira, 27 de agosto de 2010

6 meses

Hoje faz 06 meses que eu não me sinto sozinha nem por um minuto. Que não controlo meus horários e nem as minhas vontades. Tudo é pra ele, pensando nele.
Revi minhas necessidades e prioridades e passei a entender muitas coisas que minha mãe dizia e fazia e que eu não entendia.
O amor não tem explicação. O cheiro é o melhor do mundo. O riso é perfeito. O choro é meu maior sofrimento. Meu corpo mudou, meus sentimentos mudaram, minha vida mudou.

E ele? Ele preenche todos os espaços, todos os vazios, todo o meu coração. Sinto falta dele quando ele demora pra acordar, e às vezes só queria que ele dormisse por algumas horas para que eu pudesse arrumar a casa... tudo nele é lindo... tudo é novidade. Comemoro cada aprendizado e sinto um imenso orgulho em compartilhar com vocês o fato dele, por exemplo, adorar comer banana.

Ele é tudo na minha vida, parte de mim e de um amor imenso que tenho no coração.
Agradeço a Deus por esse presente, por ter a oportunidade de ser mãe de um menino tão especial e tão cativante como o Henrique.

Ainda com 5 meses, rsrsrsrrsrssrrs

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Casamento X Separação

Um homem e uma mulher se conhecem, se encantam, namoram, casam e têm filhos. O casamento durou anos ou apenas meses; o amor acabou e vem a Separação.

Quase que instantaneamente uma borracha apaga tudo de bom que viveram juntos, todos os momentos em família onde pai e mãe participaram da vida dos filhos.
Começa a batalha: em geral as mães que são detentoras da guarda dos filhos se transformam nas vítimas e o pai, no carrasco. Ele agora é simplesmente o que abandonou a esposa e os filhos (curiosamente mesmo nos casos em que quem pediu a separação foi a mãe).

E os filhos?

Os conflitos após a separação acontecem, ao meu modo de ver, porque ninguém se casa esperando a separação (mesmo numa época em que se fala tanto de casamentos descartáveis) e por mais equilibradas que as partes possam ser (falando de um mundo ideal), ninguém gosta de “se sentir” rejeitado ou deixado de lado.

Alienação Parental é um assunto antigo, mas muito falado na atualidade. É a rejeição dos filhos pelo genitor que não detêm a guarda, estimulada pelo genitor guardião.

No meu entender, todo filho de casal separado passa por isso em algum momento, seja em um grau quase imperceptível, seja na sua forma mais descarada e violenta.

Falo como filha de pais separados, como mulher casada com um homem separado, como madrasta de duas crianças, como mãe de um filho.

Ontem pesquisando sobre o assunto, encontrei um documentário chamado “A Morte Inventada”. Morte, porque negar aos filhos a presença do pai ou da mãe é uma forma de matá-lo em vida.

Me emocionei muito. Na verdade, chorei muito. Lembrei de passagens da infância, lembrei de situações atuais. Pais sofrendo, mães sofrendo, filhos sofrendo, familiares sofrendo.

Consegui enxergar o tema da separação sob uma nova perspectiva... Acho que todos deveriam assistir ao menos uma vez.

Um dos depoimentos que mais me emocionou foi o de uma moça, que deve ter uns 27 anos, dizendo que apesar de a mãe dela ser a sua referência, por ser extremamente amorosa, carinhosa e ter cuidado dela e dos irmãos a vida toda; ela também foi responsável por fazer com que eles odiassem o pai dela por muito tempo (ela ficou 11 anos sem ver o pai); e que o maior medo que ela tinha é de que se um dia ela se casasse e tivesse filhos e, posteriormente, viesse a se separar, que ela fizesse com o filho o mesmo que a mãe fez com ela – Hoje ela não tem mais contato com a mãe. Foi a maneira que encontrou de cortar o mal que ela lhe fazia.

Porque o ser humano, em determinadas situações, torna-se tão egoísta? Porque somos capazes de amar uma pessoa e de odiá-la com a mesma ou maior intensidade? Porque é mais fácil responsabilizar o outro pelos nossos erros e torná-lo único responsável pelo fim de uma relação?

Pra finalizar, repito aqui uma parte do post que escrevi no Dia dos Pais:
"Todos nós temos qualidades e nenhum de nós está livre de erros, mas é exatamente isso que faz com que a vida tenha graça e razão de ser. Pais e mães são cheios de defeitos, como todo ser humano, mas poder viver ao lado deles está acima de qualquer outra coisa. Sei por experiência própria e, desejo de todo o meu coração, que outras pessoas consigam descobrir isso um dia."

Espero que essa minha pequena contribuição possa fazer diferença na vida de alguém.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A saga - Mamadeira e Papinha Salgada

Nada na minha vida é muito normal, nem nunca foi, rsrsrs E, claro, que com o meu filho não poderia ser diferente...

Já fazia um tempo que eu vinha tentando fazer o Henrique mamar na mamadeira e nada... Na verdade, para situações de "emergência" (leia-se aquelas onde fica meio complicado amamentar - sozinha no carro em meio ao trânsito, lugares sem nenhuma privacidade etc.). Enfim... não estava tendo sucesso. Não havia meio dele se interessar pelas mamadeiras.

Mas, desde que o pediatra dele liberou os sucos, frutas e a papinha salgada, eu decidi que de uma maneira ou de outra ia fazer essa situação mudar, rsrsrrs
Já tinha tentado diversos tipos de mamadeiras, até em um post mais abaixo, falei sobre a Mamadeira de Colher - que funcionou; mas que não é prática para utilizar em qualquer situação...

Eis que minha mãe resolveu comprar um daqueles copinhos de treinamento que vinha com uma espécie de trava que permite o líquido passar apenas com a sucção da criança. Com a trava, nada... Mas, quando tirei a tal trava... adivinha? O bonitão adorou...

Acabamos abortando o copinho porque acabava saindo muito líquido e o resultado foi que a roupa dele bebeu mais suco do que ele próprio.
Mas aí resolvi fazer uma coisa que ninguém recomenda. Num último ato de desespero peguei a tesoura e alarguei o bico de uma das mamadeiras... e deu certo!

Ele mamou tudinho, até a última gota de suco... E queria mais!

Meu plano de ter parto normal foi por água abaixo porque o Henrique resolveu ficar sentado na minha barriga esperando pra nascer [lembro até hoje da felicidade da ultrassonografista dizendo que eu faria cesariana e a vontade que eu tinha de chutar ela]; ou melhor, pra ser retirado... srsrrs Desde então, eu brinco chamando ele de "folgado"...  E agora a mamadeira foi apenas mais uma prova de que de fato o pequeno não curte muito fazer esforço... Será uma característica genética?!? (deixa isso pra depois...)


Aí vem a segunda parte da saga... a Papinha Salgada.
No primeiro dia estava eu toda empolgada... afinal, ele já estava tomando suco e comendo frutinhas... Comprei os legumes, verduras, a carne... tudo como o pediatra recomendou... e ele detestou!!! rssrsrsrr Fiquei arrasadaaaaaa, mas me consolei lendo outras mães que tiveram a mesma frustração...

No dia seguinte dilui mais a papinha e ele comeu um pouco melhor... ainda assim o resto foi todo pro lixo.
Aí caí na tentação de experimentar a papinha da Nestlé. Pra quê?
Pra ter a certeza de que assim como adoramos um Mc Donald's... ele iria adorar a papinha industrializada... rsrsrssr (Espero que o pediatra não leia isso). Comia rindo...
E assim estamos... Li muitas outras mães que também tiveram suas papinhas caseiras preteridas pela da Nestlé e algumas dicas de ir misturando as duas até que a dose maior vá sendo somente da caseira... e finalmente, o bebê abandone a industrial... vou tentar.
Mas confesso que dá gosto ver ele comendo... não sobra nada...

A minha (o babadouro veio a calhar... Tia Dea já previa, rsrsrs) X A da Nestlé

X

Ai ai ai...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Fraldários por aí...

Voltando ao assunto de locais de passeio e seus respectivos fraldários, hoje tivemos uma decepção enorme com o Shopping Paulista.

Trocador? Sim... Na parede (aqueles de plástico para "armar"), dentro do banheiro feminino [se não me engano, no Piso 1].
Ou seja, se o pai resolve levar o bebê para um passeio no shopping... esquece trocar a fralda... ou improvisa em outro lugar (como eu por exemplo, que acabei trocando o Henrique dentro do carro antes de voltarmos pra casa).

Local para amamentar?
Uma sala com duas poltronas de amamentar, um microondas numa prateleira de vidro e uma mesinha de madeira entre as cadeiras (?!?); dentro de um espaço chamado Pátio da Criança, no Piso 3 (local com monitoras, reservado para as crianças brincarem e fazerem atividades artesanais).

Ou seja... se você estiver amamentando e precisar trocar o seu filho... tem que ir até o outro piso; onde fica o trocador...

Isso porque o shoping passou recentemente por uma grande reforma...
Por enquanto elegemos como o pior de todos os locais "visitados".

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Sobre ser PAI

Lembro de acordar ao lado dele na cama, no final de semana, ouvindo os bem-te-vis cantando; dele nos levando ao parque da Aclimação, puxando a bicicleta com o cinto da calça (rsrsrsrsr) porque eu não conseguia me equilibrar; de esperá-lo chegar em casa para abraçá-lo antes de dormir; lembro que ele sempre ia conosco nas festas de escola.

Meus pais se separaram quando eu era bem pequena... E depois disso muitas coisas aconteceram. Depois de um tempo meu pai mudou pro interior de SP e, depois, acabou voltando para Curitiba (onde ele nasceu). Mas de alguma maneira, sinto que nunca estivemos longe um do outro.

Meu pai é uma pessoa muito especial... Faz a gente se sentir bem só de estar perto. Esse ano, quando o Henrique nasceu, ele tirou férias e pode estar comigo na maternidade. Tenho certeza que ele não imagina o quanto isso significou pra mim.

Aliás, a família estava em peso na maternidade e isso fez com que eu me sentisse muito segura.

Bom, voltando ao meu pai... Costumamos nos falar sempre por e-mail, às vezes por telefone. Mas, ontem, senti uma falta enorme dele. Era Dia dos Pais e eu realmente queria que ele estivesse aqui para comemorarmos juntos.

Mesmo assim, foi um dia muito especial. Foi o primeiro dia dos pais do Junior com o Henrique. Nós almoçamos todos juntos na casa da minha cunhada e depois, estava um dia tão bonito, que resolvemos levar o Henrique pra fazer o primeiro passeio dele no parque.



Adoro estar com o Henrique, mas gosto mais ainda de ver os dois juntos... O amor que existe entre eles sem que seja preciso dizer uma palavra, a maneira como se olham... é lindo demais... fico emocionada sempre.

Lembro sempre do primeiro momento em que estávamos os três juntos... pertinho... sentindo o cheiro e calor um do outro... de como aquele momento mudou e continua mudando a nossa vida a cada dia , de como o Henrique foi amado desde o início.

Hoje estava lendo o blog “Homens Modernos” e o post que ela escreveu sobre o dia dos pais foi tão bonito, que resolvi copiar uma parte aqui...

    “Só vou aproveitar pra desejar um ótimo domingo pros papais e filhos aí do outro lado da tela. Curtam não o dia, mas a vida ao lado dos seus respectivos papais o máximo que der porque o convívio com eles e com todos os seus ups and downs é a maior lição de amor que a gente pode receber.”

Digo de todo o meu coração, que essa é a coisa mais verdadeira que li. Todos nós temos qualidades e nenhum de nós está livre de erros, mas é exatamente isso que faz com que a vida tenha graça e razão de ser. Pais e mães são cheios de defeitos, como todo ser humano, mas poder viver ao lado deles está acima de qualquer outra coisa. Sei por experiência própria e, desejo de todo o meu coração, que outras pessoas consigam descobrir isso um dia.

Pai, obrigada pelo ser humano especial que você é. Obrigada pela minha vida, por estar comigo, por dividir sua vida comigo, por me amar... você é muito importante pra mim.



Amor, esse foi mais um de muitos dias especiais (sendo dia dos pais ou não) que temos em família. É impossível dizer a importância que você tem na minha vida. Te amo muito! Obrigada pelo pai e pelo marido maravilhoso e compreensivo que você é.



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mamadeira de Colher

Nesse entra e sai em fraldários e banheiros-família sempre tem mães conversando, trocando informações sobre peso, altura, o que fazer, o que não fazer, marcas de fraldas etc. Confesso que não costumo me envolver muito nas conversas. No começo até fugia um pouco disso...

Mas nesse último sábado encontrei três mães bacanas com quem conversei... Uma até foi dentro de uma loja... As outras duas no fraldário enquanto amamentava o Henrique.

Bom, o fato é que não tem jeito dele “pegar a mamadeira”. Já tentei marcas, bicos diferentes e nada! Daí, contando isso lá no fraldário, eis que uma dessas mães me fala sobre a tal Mamadeira de Colher. Nunca tinha ouvido falar! Mas resolvi testar.

Saí em busca da dita cuja e não foi fácil encontrar... Na verdade, quem conseguiu encontrar foi a minha mãe.

Olhando pra ela, tive a sensação de que ficaria escorrendo líquido de forma continua, mas na verdade, conforme você segura a mamadeira, o líquido sai ou não... É bem mais prática do que ficar pegando o líquido com uma colher e dando na boca dele (como eu vinha fazendo).

Ontem dei suco de laranja lima pro Henrique nela e deu certo!

domingo, 1 de agosto de 2010

O que faz você feliz?

Definitivamente o que me faz feliz é ver a felicidade das pessoas que eu amo... Poder agradá-las de alguma forma, surpreender, abrir um sorriso.

Sexta-feira, 30, foi o aniversário do meu marido. Um mês antes comecei a por em prática o plano de fazer uma festa surpresa... E, por incrível que pareça, ele não desconfiou de nada.

O mais difícil foi deixar de contar as "aventuras" que vivi nos dias em que precisava sair para pesquisar as coisas... 25 de março, lojas de festa, sites que visitei, as coisas que estavam escondidas na nossa casa e na casa da minha mãe... Tudo isso com o Henrique a tira colo (ainda bem que ele ainda não fala!!). Sem contar que a idéia inicial passou por várias modificações... inclusive, uma bem grande, apenas dois dias antes do dia D, rsrsrrs (quando resolvemos mudar o local da festa do nosso apartamento pro salão de festas do prédio - que, diga-se de passagem, eu nunca tinha nem entrado nos quase 3 anos que moro aqui).

Mas, qual seria a graça da vida não fossem essas loucuras que a gente inventa?!?

Na sexta a minha ansiedade atingiu o ponto máximo. Durante o dia foi uma correria pra fazer os doces, salgados, arrumar o salão, cuidar do Henrique, deixar as coisas em casa mais ou menos arrumadas, trocar carro de lugar na garagem, subir e descer com carrinho... Antes que ele chegasse do trabalho...
Mas, no final, deu tudo certo!!

Pra mim foi mais que apenas uma festa.
Foi ver a emoção nos olhos dele, foi o primeiro aniversário do papai que o Henrique participa fora da barriga, é o primeiro aniversário que consegui organizar pra ele, é o primeiro aniversário depois de um ano muito difícil... É o primeiro de muitos outros que virão.

Pra fechar o dia, resolvemos dar um banho no Henrique antes de colocá-lo pra dormir (mais ou menos 1h da manhã) e ele nos presenteou com um festival de gargalhadas, cada vez que o Junior enchia a mão de água, levantava e deixava cair na barriguinha dele... ele gargalhava e se agitava na banheira molhando tudo... Ele rindo... eu chorando... de muita, mas muita felicidade.

Mãe, obrigada por ter me ajudado a fazer a festa acontecer. Sem você, eu não teria conseguido tudo isso.

Ju, minha vida...
Não deu tempo de falar pra você a importância que esse dia teve pra mim; mas você deve imaginar, porque sabe o tamanho do meu amor.
Eu queria trazer pra você um pouco de alegria, de coisas boas; tantas quantas você traz pra mim no nosso dia-a-dia.
Peço a Deus pra que ele ilumine todas as suas manhãs, que Ele te dê paz para encontrar a saída nos momentos de dificuldade, que mantenha seu coração íntegro, honesto e bondoso, que te ensine a perdoar, que preserve a sua saúde e que te proteja sempre.
Espero que você guarde na memória e no coração esse dia e que, assim como pra mim, ele tenha tido um significado especial.

Te amo!


Comendo banana